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Obesidade
Obesidade: riscos de A a Z

Além de ser um problema estético, a obesidade pode acarretar grandes consequências para a saúde. Não estamos a falar somente do forte impacto que os quilos a mais podem ter na qualidade de vida: dificuldade em desempenhar certas tarefas quotidianas, mover-se com liberdade, suportar o cansaço e até manter uma higiene adequada. Falamos de algo ainda mais grave. Vejamos os riscos.

 APNEIA DO SONO – A obesidade, especialmente em casos em que é excessiva, constitui um factor de risco para a apneia do sono. Muitas pessoas que sofrem desta doença têm um IMC superior a 30. Uma pequena perda de peso melhora o funcionamento dos pulmões e da respiração, reduz a frequência da apneia do sono, melhora a qualidade do descanso e reduz a sonolência durante o dia.

 ARTRITE – A obesidade encontra-se associada ao desenvolvimento da osteoartrite. Uma pequena perda de peso poderá aliviar a doença, dependendo do grau dos danos estruturais na coluna e das dores nas articulações.

 CANCRO – A obesidade aumenta o risco de incidência de vários tipos de cancro.

 CANCRO DO CÓLON – Alguns estudos comprovam que a incidência do cancro do cólon encontra-se associada à obesidade, havendo casos em que foi detectado o relacionamento directo da obesidade com este tipo de cancro, especialmente nos homens.

 CANCRO DA MAMA – Estudos demonstram que a obesidade se encontra directamente relacionada com os casos de morte por cancro da mama, especialmente no período pós-menopausa. As mulheres que engordam mais de 9 Kg, depois dos 18 anos até à meia-idade, têm duas vezes mais probabilidade de vir a desenvolver cancro da mama.

 CANCRO DO ENDOMÉTRIO – As mulheres obesas têm três vezes mais probabilidade de vir a contrair cancro do endométrio, comparativamente com as mulheres que apresentam um peso normal.

 CANCRO DA VESÍCULA – A obesidade está relacionada com o risco de cancro da vesícula biliar, especialmente nas mulheres.

 CANCRO DAS CÉLULAS RENAIS – O cancro das células renais está frequentemente associado ao excesso de peso e à obesidade.

 COLESTEROL – A obesidade está relacionada com o aumento dos níveis de colesterol. As investigações mais recentes mostram que mesmo uma perda de peso de 10% pode reduzir os níveis de colesterol.

 DOENÇAS CORONÁRIAS – A obesidade pode ser um factor de risco importante no desenvolvimento das doenças coronárias, ou seja, das doenças associadas ao coração. O risco da doença coronária é mais elevado nos casos de obesidade localizada na zona abdominal.

 DIABETES TIPO 2 – O risco da diabetes aumenta com o crescimento do Índice de Massa Corporal. Estudos demonstram que uma perda de apenas 5% de peso reduz em 58% o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2.

 GOTA – A obesidade encontra-se associada ao desenvolvimento da gota.

 HIPERTENSÃO – Existe uma relação entre a prevalência da obesidade e a pressão sanguínea elevada. Os estudos confirmam que uma perda de peso moderada pode reduzir significativamente a pressão sanguínea.

 INFERTILIDADE FEMININA – O aumento do IMC até aos 18 anos, mesmo em níveis inferiores aos que indicam obesidade, influencia o risco de infertilidade feminina.

 MORTALIDADE – As pessoas com idade inferior a 40 anos e que são obesas têm uma esperança de vida mais pequena. Segundo um estudo realizado por investigadores holandeses, as mulheres obesas não fumadoras na faixa dos 40 anos vivem, em média, menos 7,1 anos; e os homens obesos não fumadores com a mesma idade vivem menos 5,8 anos. Num dos vastos estudos realizados sobre a relação existente entre o IMC e a mortalidade, denominado «Nurses' Health Study», o índice mais elevado de morte prematura foi detectado em mulheres que eram obesas. O risco de morte detectado é 60 a 70 % mais elevado em casos que apresentam um IMC entre 29 e 32, do que em casos que com IMC localizado entre 25 e 28. Outro estudo, realizado em mulheres com obesidade, demonstrou que a perda intencional de peso poderá reduzir em 20% o risco de morte.

 VESÍCULA BILIAR – O cálculo biliar ocorre três a quatro vezes mais em pessoas obesas do que em não obesas. A doença da vesícula biliar surge com maior incidência em mulheres obesas, a partir dos 40 anos.

Não podemos esquecer, ainda, os significativos problemas psicológicos e sociais que os gordos têm de enfrentar, diminuindo-lhes a auto-estima e incrementando o isolamento social e a depressão.

Artigo cedido pela revista “SAÚDE E BEM-ESTAR”

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